"Risco de vida" ou "risco de morte"?

"Risco de vida" ou "risco de morte"? (Via BG no Facebook)

Resposta: os dois estão corretos. 

Antigamente, no tempo em que a mãe de sua bisavó ainda tinha todos os dentes, o correto era dizer "risco de vida". 

Porém, quem tem o "risco de morte" tem o "risco de morrer" e quem tem "risco de vida" tem "risco de viver". Hãã? Risco de viver? Ou seja: você poderia dizer que o morto é que tem risco de vida e não nós. Portanto, deveríamos deixar isso para o "Walking Dead". 


Então, os gramáticos chegaram à conclusão de que o correto seria "risco de morte" ao invés de "risco de vida". A tese foi fortemente defendida pelo Pasquale. 

Porém, podemos interpretar "risco de vida" como a elipse (omissão) de "risco de perder a vida", enquanto que "risco de morte" poderia ser entendido como uma elipse de "risco de encontrar a morte".

O debate se seguiu, arrastando-se ao longo dos anos e até hoje existem aqueles que defendem o "risco de vida", existem aqueles que defendem o "risco de morte", existem aqueles que defendem os dois tipos e aqueles que não sabem de nada.



De modo geral, as duas formas estão corretas porque podem ser interpretadas com elipses. Porém, o "risco de vida" é o mais tradicional e foi usado pelos grandes literatos de nossa história como o próprio Machado de Assis. Já o "risco de morte" é o mais recente e foi adotado pela mídia e pela imprensa por influência dos gramáticos que defendiam a ideia que a expressão "risco de vida" estar grosseiramente errada.

Quer saber de uma coisa? O debate vai continuar, o português continuará mudando e o Big Mac vai continuar diminuindo de tamanho. Logo, teria sido melhor ter visto o filme do Pelé (momento Chaves).







O Chaves disse "eu prefiro morrer do que perder a vida". Porém, o correto, por conta da regência verbal, é dizer "eu prefiro morrer a perder a vida". 

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