Vozes Verbais




Hoje nós vamos falar sobre as vozes verbais. A voz nada mais é do que uma maneira de indicar se o sujeito realiza a ação, se recebe a ação ou se acontece os dois. Se você não entendeu nada, não se preocupe porque você vai entender com os exemplos. 

Vozes Verbais


Vou explicar o assunto usando estes dois exemplos dramáticos:


1) O cachorrão seguiu o cachorrinho. 

2) O cachorrinho foi seguido pelo cachorrão.





Você percebeu que, apesar de as orações serem diferentes, a ideia delas é a mesma? As duas orações estão dizendo que o cachorrinho está em apuros (a mensagem é a mesma). A única diferença é que, na primeira oração, o sujeito ("o cachorrão") realiza ativamente a ação ("o cachorrão seguiu"), enquanto que na segunda oração o sujeito ("o cachorrinho") não realiza a ação, mas sim ocorre o contrário: o sujeito recebe ou sofre a ação de alguém ("o cachorrinho é seguido"). Resumindo:

Sujeito realiza a ação => voz ativa
Sujeito recebe ou sofre a ação => voz passiva

Sujeito Paciente e Agente da Passiva


Quando a oração passa da voz ativa para a passiva (e vice-versa), as palavras trocam de lugar. Então, o sujeito da voz ativa se transforma no agente da passiva e o novo sujeito da voz passiva se transforma no sujeito paciente. Um pouco complicado esse negócio, né? Veja outro exemplo dramático para entender melhor:


Anastácio derrubou Mário no gelo. 

Essa oração está na voz ativa
Anastácio: é o sujeito (realiza a ação de derrubar o Mário)
Mário: é objeto direto

Agora, vamos passar a oração para a voz passiva:


Mário foi derrubado no gelo por Anastácio. 

Essa oração está na voz passiva
Anastácio: é o agente da passiva (é quem realiza a ação na voz passiva)
Mário: é o sujeito paciente (é quem recebe a ação na voz passiva)


Resumindo:

Sujeito: é quem realiza a ação na voz ativa
Agente da Passiva: é quem realiza a ação na voz passiva
Sujeito Paciente: é que recebe a ação na voz passiva.


Veja mais detalhes:
Anástácio (o suspeito) e Mário (a vítima)




Voz Passiva Analítica e Sintética


Agora, você precisa saber que existem dois tipos de voz passiva: a analítica e a sintética. Veja, com atenção, os exemplos abaixo:

1) Carros são vendidos.

2) Vendem-se carros. 

As duas orações estão na voz passiva. A principal diferença é que na 2ª oração nós usamos o "-se" junto com o verbo, enquanto que na 1ª oração isso não aconteceu. A oração que tem o "-se" está na voz passiva sintética e a oração que não tem o "-se" é chamada de voz passiva analítica. Resumindo:

Voz Passiva Analítica => não usa "-se"
Voz Passiva Sintética => usa "-se"


Explicando melhor:

A voz passiva analítica é formada por um verbo auxiliar (como o verbo "ser" ou "estar", por exemplo) junto com um verbo no particípio (verbo terminado em "ado", "edo", "ido"). Todos os exemplos que usamos no início do post estavam na voz passiva analítica: "o cachorrinho foi seguido pelo cachorrão" ("foi" é auxiliar e "seguido" está no particípio), "a janela foi quebrada...", "Mário foi derrubado". 

Já a voz passiva sintética é formada por um verbo acompanhado de "-se". Esse "-se" é chamado de partícula apassivadora

OBS: cuidado para não confundir partícula apassivadora com índice de indeterminação do sujeito. Veja a diferença entre os dois clicando aqui

Voz Passiva Reflexiva


A voz passiva reflexiva ocorre quando o sujeito realiza e recebe a ação ao mesmo tempo. Por exemplo:

Ronaldo se cortou com um garfo. 

Nesse exemplo, podemos dizer que "Ronaldo cortou Ronaldo", ou seja: ele cortou (realiza a ação) e foi cortado (recebeu a ação). 

Se a voz reflexiva tiver ideia de reciprocidade, então nós teremos a voz passiva reflexiva recíproca. Por exemplo:

Ronaldo se casou com Creuza. 

Nesse exemplo, Ronaldo se casou com Creuze e Creuza se casou com Ronaldo, ou seja: é algo recíproco (cada um realiza a ação e recebe a mesma ação). 

Resumo da Ópera

Voz Ativa: o sujeito realiza a ação
Voz Passiva: o sujeito sofre (recebe) a ação

Sujeito: é quem realiza a ação na voz ativa
Sujeito paciente: é quem recebe a ação na voz passiva
Agente da Passiva: é quem realiza a ação na voz passiva

Voz Passiva Sintética: usa verbo acompanhado de "-se"
Voz Passiva Analítica: usa dois verbos (um auxiliar e outro no particípio).

Voz Passiva Reflexiva: o sujeito realiza e recebe a ação ao mesmo tempo.
Voz Passiva Reflexiva Recíproca: existe a ideia de reciprocidade (um faz com o outro).



13 comentários:

  1. Muito Bom. Descomplicando tudo!!!

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  2. ótimoooooooooooooooooo

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  3. muito bom,aprendi tudoo

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  4. Neste último caso o professor trocou o sujeito: era para o Fragôncio se sujar e não o Fragêncio! (kkkkkkkkkkkkkkkk).

    Nota 1000 para o BG. Congratulations!!!!!!

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    1. hahaha é verdade!

      Fiz a atualização da postagem e acertei os nomes. Muito obrigado!

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  5. ameeeeiiiii um jeito simples e engraçado que me ajudou bastante!
    Q Deus continuei te abençoando para nos abençoar tbm rs
    abraco

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  6. CADA DIA AGRADECENDO MAIS A VOCÊ CARA, JÁ TENHO ATÉ ATALHO NO COMPUTADOR PRÁ ACESSAR.

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    1. Poxa, muito obrigado. Fico feliz por saber que eu estou o ajudando. Um abraço!

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  7. Em: "Vendem-se carros com bagageiro para cachorros." o termo :"com bagageiro para cachorros" seria um complemento nominal?
    Obrigado, ajudando muito!

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    1. Os adjuntos são informações adicionais que eu dou à oração. Com ou sem eles, você entende perfeitamente a ideia que a oração quer transmitir.

      Tanto faz eu falar "ontem, lá em casa, eu pintei a minha grande e bela grade de vermelho", ou então "eu pintei a grade": você vai entender que a grade foi pintada, ou seja: vai entender a mensagem principal. Portanto, todas as outras expressões ("ontem", "lá em casa", "a minha grande e bela", "de vermelho") são adjuntos, são informações adicionais que não afetam no sentido original da oração.

      Em "vendem-se carros com bagageiro para cachorros", se eu tirar o "com bagageiro para cachorros" você ainda vai continuar entendendo a ideia principal da oração: "vendem-se carros". Ou seja: "com bagageiro para cachorros" é apenas uma informação adicional: é um adjunto; não afeta a ideia principal da oração.

      Por outro lado, o complemento nominal é uma informação crucial da oração: se você tirar o complemento nominal, então o sentido da oração mudará. O próprio nome diz: "complemento: aquele que complementa, aquele que completa, é aquele que ajuda a manter o sentido original da oração". Veja:

      "Eu tenho orgulho do meu pai".

      Se você tirar a expressão "do meu pai", ficaremo com:

      "Eu tenho orgulho".

      Ou seja: o sentido original da oração mudou. Eu preciso dizer "do meu pai", pois "do meu pai" faz parte da ideia que a oração transmite. Como eu estou completando o sentido de uma palavra que não é verbo (orgulho), então esse complemento é chamado de "complemento nominal".

      Veja um exemplo de complemento verbal:

      Eu pintei.

      Pintou o quê? A oração está incompleta: está faltando sentido. Então, precisamos de um complemento para completar o sentido do verbo "pintar" (complemento verbal, ou objeto).

      Eu pintei a grade.

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  8. cara cada nome que vocês me aparecem kkkk Brincadeira... Adoro esse blog me ajuda pra caramba

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  9. Parabéns pelo blog!
    Divertido, interativo e ótimo de aprender!

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